O ator Val Kilmer, conhecido por filmes como ‘Top Gun – Ases Indomáveis’ e ‘Batman Eternamente’, enfrentou um grave câncer de garganta e, por anos, recusou-se a buscar ajuda médica devido às suas crenças religiosas na Ciência Cristã.
Segundo relatos da família, Kilmer só procurou tratamento em 2015, após sofrer um sangramento e não conseguir mais esconder o problema. Até então, o ator ocultava o inchaço crescente no pescoço com cachecóis e roupas largas.
Familiares do astro afirmaram que insistiram por muito tempo para que ele procurasse tratamento, mas Kilmer recusava, seguindo os preceitos da Ciência Cristã, que prega a cura através da oração, e não de tratamentos médicos.
A Ciência Cristã, fundada em 1879 nos Estados Unidos, tem sido alvo de polêmica por orientar seus seguidores a evitar médicos. Ao longo das décadas, diversos membros da igreja enfrentaram processos penais por se recusarem a levar familiares doentes a hospitais, considerando a medicina moderna como “charlatanismo”.
Nos preceitos da igreja, fundada por Mary Baker Eddy, figura admirada por Kilmer, a cura pela Ciência Cristã se baseia em orações transcendentais para “alinhar a alma do paciente com Deus”.
Em 2020, a pedido dos filhos, Kilmer foi submetido a uma cirurgia para tratar o câncer de garganta. O procedimento exigiu uma traqueostomia, resultando na perda da voz do ator.
Apesar das consequências do tumor, a filha de Kilmer, Mercedes, afirma que a causa da morte do pai foi pneumonia, e que o câncer de garganta já havia sido curado.
O ator Val Kilmer morreu em Los Angeles aos 65 anos.
Revelada a CAUSA da morte do ator Val Kilmer aos 65 anos… pic.twitter.com/F3RbBAmORR
— CinePOP (@cinepop) April 2, 2025

Durante duas décadas, Kilmer destacou-se como um nome de peso no cinema hollywoodiano, estrelando blockbusters, contracenando com vários astros em filmes de sucesso como “Batman Eternamente” (1995), quando substituiu Michael Keaton, dividiu cena com Tom Cruise em “Top Gun – Ases Indomáveis” (1986), com Al Pacino e Robert DeNiro em “Fogo contra Fogo” (1996) e incorporou Jim Morrison com impressionante realismo em “The Doors” (1991), polêmica cinebiografia dirigida por Oliver Stone. Difícil imaginar que tanto talento caiu no ostracismo das duas últimas décadas desde que protagonizou “Planeta vermelho” (2000), seu último trabalho relevante, além de papel menor em “Alexandre o Grande” (2004) a partir de quando teve filmes diretamente lançados em home vídeo, além de ser afastado dos grandes papeis.
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