‘Branca de Neve’ é a mais recente superprodução da Disney nos cinemas. O filme faz parte de uma tendência do estúdio que se transformou em um subgênero próprio: as refilmagens com atores de carne e osso de clássicos da animação do estúdio. De ‘Cinderela’ e ‘Mogli: O Menino Lobo’ até ‘A Bela e a Fera’, ‘Aladdin’ e ‘A Pequena Sereia’, diversas obras queridas do estúdio ganharam reimaginações modernas para o público de hoje.
Como dito, ‘Branca de Neve’, com Rachel Zegler no papel principal e Gal Gadot como a vilã, é a mais recente destas obras a aportar nos cinemas mundiais em grande estilo. Mas não será a única em 2025, pois o estúdio já prepara a estreia de ‘Lilo e Stitch’ para o fim de maio. Essa é uma das mais recentes a receber o tratamento de “carne e osso” (e efeitos especiais), já que sua contraparte animada teve lançado há (apenas) 23 anos.
Nesta nova matéria iremos dar uma olhada em quais são as animações da casa que ainda não receberam tal tratamento. Algumas estão na mira do estúdio, com produções já confirmadas, outras, temos certeza, não irão demorar para sair do papel. Confira abaixo as 10 mais interessantes que separamos.
Hércules
‘Branca de Neve’ está nos cinemas atualmente. Os próximos live-action da Disney no gatilho são o citado ‘Lilo e Stitch’, seguido por ‘Moana’, que chega ano que vem e aí sim se tornará a adaptação de um filme mais recente do estúdio, sendo que a animação original é de apenas dez anos atrás. Mas depois de ‘Moana’, ao que tudo indica, a programação é levar ‘Hércules’ para os cinemas com atores reais. O filme fez parte da retomada de animações de sucesso do estúdio ainda na década de 90 e vem prometendo direção de Guy Ritchie (o mesmo do live-action ‘Aladdin’ – que ainda aguarda uma sequência). Quem você imagina no papel do herói?
Robin Hood
Essa é uma das mais curiosas, que igualmente segue na agenda da Disney de próximas adaptações. Acontece que ‘Robin Hood’, de 1973, não é apenas a versão da Disney para o clássico herói arqueiro inglês; e sim uma aventura protagonizada por animais antropomórficos falantes e pensantes, narrativa que o estúdio resgatou em ‘Zootopia’. O filme tem a direção confirmada de Carlos López Estrada, o mesmo de ‘Raya e o Último Dragão’ (2021).
Agora resta pensar que o estúdio pode seguir por dois caminhos com este filme. Primeiro, uma obra mais tradicional, com atores reais substituindo os animais. Não imaginamos que este será o caminho, pois a graça era ter os animais como os personagens, afinal, qual seria a diferença dos outros trocentos filmes de Robin Hood que já temos? Sim, poderia ser a versão mais colorida e infantil de todos eles. Porém, acreditamos que o caminho será algo como o remake de ‘O Rei Leão’, com os animais falantes gerados por efeitos de CGI.

Os Aristogatas
Outra animação de sucesso da Disney saída da década de 1970, ‘Os Aristogatas’ até hoje é um filme inesquecível e conta sobre gatos que adoram música, em especial o jazz. Os felinos cantam, tocam instrumentos e dançam, como verdadeiros gatos boêmios. Mais uma vez, ao que tudo indica, o longa está na mira do estúdio para uma adaptação em “live-action” – entre aspas porque o caminho pode ser igual ao de ‘O Rei Leão’, ou seja, na verdade uma animação foto realista.
Ao que tudo indica também, a nova versão já tem diretor: Questlove, músico e produtor famoso, marcando sua estreia na direção. O ponto contra pode ser a associação com o desastre conhecido como ‘Cats’ (2019), que adaptou um famoso musical dos palcos e se tornou um dos piores filmes do cinema. Bem, pelo menos aí está o exemplo do que não fazer na hora de transpor os felinos para a nova versão cinematográfica (ou seja, nada de humanos vestidos de gatos).
Bambi
‘Bambi’ estava lá quando “tudo era mato”. O filme do veadinho órfão foi um dos primeiros da Disney, e é um de seus maiores clássicos. A animação foi a quinta produzida para os cinemas pelo estúdio, depois de ‘Branca de Neve’, ‘Pinóquio’, ‘Fantasia’ e ‘Dumbo’. Todos os outros ganharam versões com atores reais. Só falta ‘Bambi’. O longa também é prometido pelo estúdio para os próximos anos. Porém, ao que tudo indica, esse poderá ser um lançamento direto na Disney+, assim como foi ‘A Dama e o Vagabundo’, ‘Pinóquio’ e ‘Peter Pan’.
Isso porque essa é uma história simples e direta, assim como ‘Dumbo’ (que não teve a melhor das recepções em live-action). Segundo, sua história lembra bastante a de ‘O Rei Leão’ (2019), a de um animalzinho que fica órfão. E por fim, ‘Bambi’ ganhará uma versão de terror, já que o personagem caiu em domínio público. Tudo bem que esses filmes slasher de terror são tão vagabundos que não chegam a manchar a reputação de uma produção da Disney, mas mesmo assim pode vir a confundir o público.
Enrolados
Chegamos agora ao último item da lista que realmente vem sendo prometido pelo estúdio para ganhar uma versão em live-action. Ao que tudo indica, os demais filmes citados na lista acima são os próximos a aportar nos cinemas ou na Disney+ em versão de carne e osso (e CGI). Assim como ‘Moana’, ‘Enrolados’ é um dos mais recentes, datando de 2010. Ou seja, um filme com 15 anos de estreia. Seja como for, a versão de Rapunzel da Disney encantou plateias e segue fazendo sucesso até hoje.
‘Enrolados’ é uma versão moderna e empoderada de Rapunzel, que usa de bastante humor. O longa também possui um diretor vinculado ao projeto, este sendo o cineasta Michael Gracey, dos ótimos ‘O Rei do Show’ (2017) e ‘Better Man – A História de Robbie Williams’ (2024). Resta saber se assim como ‘Moana’, o live-action irá repetir Mandy Moore como a protagonista – ou será que a atriz já passou da idade para isso.
A Princesa e o Sapo
‘A Princesa e o Sapo’ marca não apenas um, mas dois marcos para a Disney. O primeiro e mais importante é que o filme traz a primeira princesa negra de uma animação da casa. Uma pena que tenha demorado nada menos que 72 anos para isso. Além disso, também seria a última animação no estilo tradicional da casa, ou seja, uma animação “desenhada à mão”. Embora tenha sido lançada em 2009, ‘A Princesa e o Sapo’ é uma ótima pedida para se transformar em live-action e poderia ser o primeiro remake do estúdio com um clima mais de terror. Essa não está engatilhada, mas o que está é uma série em animação da protagonista Tiana para a Disney+.
A Espada era a Lei
A Disney já transformou as histórias mais icônicas da cultura mundial em animações. Além de Robin Hood, a lenda do Rei Arthur também foi tópico de uma de suas animações. O título aqui é ‘A Espada era a Lei’, que mostra um jovem humilde chamado Arthur, conseguindo tirar a espada Excalibur presa em uma rocha (ou bigorna) e se tornando o Rei da Inglaterra. Esse é um dos grandes folclores do país. A história ainda conta com o mago Merlin, é claro. Seria legal para vermos a infância do Rei Arthur em uma aventura medieval em grande estilo, com produção da Disney, que difere um pouco dos contos de princesas. O filme original foi lançado em 1963 e se tornou um dos mais obscuros da casa.
Pocahontas
Outro que quase não é mencionado nos dias atuais, e parece ter sido meio que varrido para debaixo dos panos é ‘Pocahontas’. Acontece que nesta época, o estúdio já começava a lançar suas animações em 3D e a mudar a indústria do gênero – a estreia de ‘Toy Story’ foi no mesmo ano. Assim, ‘Pocahontas’, um filme mais dramático e histórico, com elementos realistas e menos fantasiosos, não fez o sucesso esperado, ainda mais levando em conta que seguiu fenômenos como ‘O Rei Leão’, ‘Aladdin’ e ‘A Bela e a Fera’. Fora isso, hoje é visto como um filme meio problemático em sua interpretação dos povos originários e sua relação com o homem branco – nada que não pudesse ser adaptado à visão de hoje.
Atlantis, o Reino Perdido
Por falar em produções que não atingiram o sucesso esperado em sua época de lançamento, ‘Atlantis’ também sofreu com o advento das animações em 3D geradas por computadores. O longa foi lançado em 2001, mesma época de ‘Monstros S.A.’. Aventura à moda antiga, essa foi a tentativa da Disney de adentrar no gênero da ficção científica também, mostrando um grupo de aventureiros desbravando o reino mítico de Atlantis, o reino submarino. Anos depois o filme ressurgiu como cult, apreciado pelos fãs do gênero. Isso daria um impulso a mais para uma versão com atores de carne e osso, e poderia seguir mais ou menos um padrão dos filmes Marvel, um filme de aventura e ação para toda a família.
O Caldeirão Mágico
Finalizando a matéria, temos o que é provavelmente o filme mais cult e sombrio da história das animações da Disney. Os anos 80, embora sejam conhecidos como o berço do cinema blockbuster, que mudaria para sempre a forma como os filmes seriam vistos, trouxe também uma época de muito azar para um dos maiores estúdios de Hollywood. Bem, ao menos para suas animações. A Disney criava no período dois selos para seus filmes com atores de carne e osso, filmes mais adultos: a Touchstone Pictures e a Hollywood Pictures, que lançaram muitos filmes de sucesso.
Mas para as animações da criançada, o estúdio amargava uma fase sombria, de fracassos, até o lançamento de ‘A Pequena Sereia’ (1989). Um destes fracassos é a animação mais sombria da Disney, ‘O Caldeirão Mágico’ (1985), uma aventura medieval, com bruxos, magia, criaturas e um vilão arrepiante. Resta saber se a Disney atual teria coragem de levar algo assim, mais intenso, para as telonas em versão de carne e osso.
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