sexta-feira , 4 abril , 2025

Crítica | Miley Cyrus aposta no escapismo do dance e do disco com a derradeira canção “End of the World”


YouTube video

Miley Cyrus fez seu aguardado retorno ao cenário musical movida por um impulso impetuoso – e Something Beautiful, nome de seu nono álbum de estúdio, continua se mostrando como um ambicioso projeto que pode dar resultados bastante positivos para uma das vozes mais conhecidas da música contemporânea.

Após nos ter agraciado com duas faixas promocionais – “Prelude” e a track homônima, ambas apresentando um lado mais conceitual e experimentalista de Cyrus -, a cantora e compositora entregou a seus fãs mais uma pequena joia: a melancólica e dançante “End of the World”, que se apropria de elementos do dance e do disco em uma espécie de balada desconstruída cujo principal tema é o escapismo e o hedonismo. Ao longo de quatro minutos, os ouvintes são envoltos em batidas e construções instrumentais que prestam homenagens a nomes como ABBA, através de teclas de um piano teatral que se espalham logo nos primeiros versos, à medida que se expande para uma revisitação aos anos 1970 em uma atmosfera esperançosa de veraneio.



Cyrus discorre acerca de uma temática bastante derradeira – o prenúncio do fim do mundo com a iminência de um apocalipse destrutivo; todavia, remando contra a maré de baladas lentas e respaldadas por um aspecto mais epopeico, a ideia da performer é concentrar esforços em um escape de uma dura realidade, servindo como clara metáfora sobre a forma como enfrenta problemas e obstáculos. “Vamos para Paris, não me importo se vamos nos perder”“vamos gastar os dólares que guardou para comprar uma Mercedes-Benz” são alguns dos versos que refletem essa despreocupação materialista frente a uma ruína coletiva – e que, de maneira despojada e, ao mesmo tempo, tristonha, reitera a necessidade de viver o agora.

O grandioso time de compositores e produtores faz um bom trabalho ao não querer reunir inúmeras investidas fonográficas em um mesmo lugar – recorrendo a uma inebriante nostalgia que funciona do começo ao fim, por mais que não haja muitas originalidades a serem exploradas por aqui. Temos a presença do baixo e da guitarra que pegam páginas emprestadas de um disco-soul remodelado sob um BPM mais agitado, conforme os vocais irretocáveis de Cyrus dominam os holofotes; temos a já mencionada construção hedonista, cujas linhas já foram usadas e reutilizadas por diversos artistas; e, eventualmente, uma seleção artística aprazível que cumpre com o prometido.

“End of the World” é uma boa entrada à discografia de Cyrus e continua a alimentar nossa antecipação para essa incrível era – que, para aqueles que não sabem, é inspirada fortemente pelo lendário ‘The Wall’, da banda inglesa Pink Floyd.


Lembrandoq que Something Beautiful será lançada oficialmente em 30 de maio.

YouTube video


Assista:
YouTube video
YouTube video

Mais notícias...

Thiago Nollahttps://www.editoraviseu.com.br/a-pedra-negra-prod.html
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.

Siga-nos!

2,000,000FãsCurtir
372,000SeguidoresSeguir
1,620,000SeguidoresSeguir
200,000SeguidoresSeguir
162,000InscritosInscrever

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MATÉRIAS

CRÍTICAS

Crítica | Miley Cyrus aposta no escapismo do dance e do disco com a derradeira canção “End of the World”

Miley Cyrus fez seu aguardado retorno ao cenário musical movida por um impulso impetuoso – e Something Beautiful, nome de seu nono álbum de estúdio, continua se mostrando como um ambicioso projeto que pode dar resultados bastante positivos para uma das vozes mais conhecidas da música contemporânea.

Após nos ter agraciado com duas faixas promocionais – “Prelude” e a track homônima, ambas apresentando um lado mais conceitual e experimentalista de Cyrus -, a cantora e compositora entregou a seus fãs mais uma pequena joia: a melancólica e dançante “End of the World”, que se apropria de elementos do dance e do disco em uma espécie de balada desconstruída cujo principal tema é o escapismo e o hedonismo. Ao longo de quatro minutos, os ouvintes são envoltos em batidas e construções instrumentais que prestam homenagens a nomes como ABBA, através de teclas de um piano teatral que se espalham logo nos primeiros versos, à medida que se expande para uma revisitação aos anos 1970 em uma atmosfera esperançosa de veraneio.

Cyrus discorre acerca de uma temática bastante derradeira – o prenúncio do fim do mundo com a iminência de um apocalipse destrutivo; todavia, remando contra a maré de baladas lentas e respaldadas por um aspecto mais epopeico, a ideia da performer é concentrar esforços em um escape de uma dura realidade, servindo como clara metáfora sobre a forma como enfrenta problemas e obstáculos. “Vamos para Paris, não me importo se vamos nos perder”“vamos gastar os dólares que guardou para comprar uma Mercedes-Benz” são alguns dos versos que refletem essa despreocupação materialista frente a uma ruína coletiva – e que, de maneira despojada e, ao mesmo tempo, tristonha, reitera a necessidade de viver o agora.

O grandioso time de compositores e produtores faz um bom trabalho ao não querer reunir inúmeras investidas fonográficas em um mesmo lugar – recorrendo a uma inebriante nostalgia que funciona do começo ao fim, por mais que não haja muitas originalidades a serem exploradas por aqui. Temos a presença do baixo e da guitarra que pegam páginas emprestadas de um disco-soul remodelado sob um BPM mais agitado, conforme os vocais irretocáveis de Cyrus dominam os holofotes; temos a já mencionada construção hedonista, cujas linhas já foram usadas e reutilizadas por diversos artistas; e, eventualmente, uma seleção artística aprazível que cumpre com o prometido.

“End of the World” é uma boa entrada à discografia de Cyrus e continua a alimentar nossa antecipação para essa incrível era – que, para aqueles que não sabem, é inspirada fortemente pelo lendário ‘The Wall’, da banda inglesa Pink Floyd.

Lembrandoq que Something Beautiful será lançada oficialmente em 30 de maio.

YouTube video

Mais notícias...

Thiago Nollahttps://www.editoraviseu.com.br/a-pedra-negra-prod.html
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.

Siga-nos!

2,000,000FãsCurtir
372,000SeguidoresSeguir
1,620,000SeguidoresSeguir
195,000SeguidoresSeguir
162,000InscritosInscrever

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MATÉRIAS

CRÍTICAS